Após a Proclamação da Independência do Brasil e a aclamação de d. Pedro I, no dia 12 de outubro de 1822, como “imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil”, o Rio de Janeiro é tomado por uma série de comemorações. A notícia do 7 de setembro se espalha rapidamente e entusiasma a população, embora muitas províncias do norte ainda não reconheçam a autoridade de d. Pedro nem tenham aderido ao projeto imperial.
Muitos desejam que, antes da coroação efetiva, ele jure obediência à primeira Constituição a ser elaborada. Isto, porém, não acontece, tanto por investidura popular quanto por ser o filho de d. João VI um legítimo herdeiro dinástico. Por isso, apesar do clima festivo, a coroação de d. Pedro, em 1° de dezembro, é tensa e tumultuada. Ainda durante a festa, diferentes grupos de poder começam a se movimentar em torno do novo imperador, que declara, simplesmente: “Juro defender a Constituição que está para ser feita, se for digna do Brasil e de mim”.