“Fez-se um empréstimo oneroso, em que o Estado perdeu muito e só ganhavam certos homens: mas em que se tem despendido esses fundos? A agricultura foi fomentada, fizeram-se novas estradas, consertaram-se barras de rios? Cuidou-se na civilização dos índios? Estabeleceram-se novas fábricas de primeira necessidade? Não. Deram-se, sim, novas pensões, nomearam-se e continuaram a pagar comissões diplomáticas inúteis e incapazes; e, em vez de conservar a amizade das repúblicas circunvizinhas, provocou-se uma guerra custosa e infeliz por terra e por mar.”
Uma realização:
Patrocínio:
1806
08/08/1806
Por meio de carta régia (que reiterava outra, de 5 de março de 1805), José Bonifácio é nomeado desembargador da Relação e Casa do Porto, com exercício no tempo de férias. Ele deveria tomar posse no final do ano,* mas nunca chegou a ocupar esse cargo, por não ter pago o “imposto de nomeação”.**
* FERNANDES, Carlos Alberto Barroso (apresentação) e GUIMARÃES, Fernando Luís Campos (coordenação). José Bonifácio, cientista: exposição comemorativa do sesquicentenário da morte do Patriarca da Independência. Rio de Janeiro: Maity, 1988, p. 38. (Catálogo da exposição realizada no Espaço BNDES).
** SOUSA, Octavio Tarquínio de. José Bonifácio. Belo Horizonte: Itatiaia, São Paulo: Edusp, 1988, p. 79.