“Qual é a religião que temos, apesar da beleza e santidade do Evangelho, que dizemos seguir? A nossa religião é pela maior parte um sistema de superstições e de abusos anti-sociais; o nosso clero, em muita parte ignorante e corrompido, é o primeiro que se serve de escravos e os acumula para enriquecer pelo comércio e pela agricultura, e para formar, muitas vezes, das desgraçadas escravas um harém turco.”
* José Bonifácio não aceitou a grã-cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro, criada nesse mesmo dia. Também recusou o título de marquês. Aceitou apenas a nomeação de mordomo-mor, “honraria que na corte portuguesa tocava sempre a figuras da maior categoria”. SOUSA, Octavio Tarquínio de. José Bonifácio. Belo Horizonte: Itatiaia, São Paulo: Edusp, 1988, p. 197.