“É preciso sacrificar-se para o bem do Brasil, e tu não verás este bem; os campos estarão cheios de sementeiras e de flores; e tu as não gozarás. A esposa, que amavas, te consolará com esperanças de melhor futuro; mas tu já não existes, foste vítima de malvados. Ela chorará sobre teu cadáver, mas suas lágrimas ardentes se ensoparão na terra fria do teu sepulcro sem que aqueçam teu coração. Ah, como o engenho, o patriotismo e a virtude se secam e mirram nestas considerações! Mas vivamos hoje, se no-lo permitem; e não lutemos contra o destino. O indivíduo é nada, a espécie é tudo.”
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1801
15/04/1801
O príncipe regente d. João nomeia José Bonifácio professor da cadeira de Metalurgia, criada por carta régia de 21 de janeiro, na Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, pelo prazo de seis anos;* a mesma carta régia o autorizava a receber gratuitamente o grau de doutor.**
* FREITAS, Divaldo Gaspar de. “José Bonifácio na Europa”. In: Actas do V Colóquio Internacional dos Estudos Luso-Brasileiros. Coimbra: 1968. v. 5, p. 11.
** VARELLA, Alex Gonçalves. “Juro-lhe pela honra de bom vassalo e de bom português" -- filósofo natural e homem público: uma análise das memórias científicas do ilustrado José Bonifácio de Andrada e Silva (1780-1819), p. 146. Dissertação de Mestrado, Instituto de Geociências, Unicamp, 2001.